O futuro imediato
Vez ou outra, situações dão a impressão de que tudo está estagnado. Os longos meses de pandemia continuam arrastando-se, enquanto muitos retomam as rotinas normais, por vontade ou obrigação, e outros tantos seguem confinados em suas casas, como um ato de resistência. Dia desses, nas videoaulas, alunos perguntaram o que eu achava que devesse ser feito com relação ao possível retorno à convivência escolar. Em nosso caso, classe média paulistana, fato é que as aulas online funcionam – c onstatei como estudante, espero por isso como professor – e, sendo assim, é viável que caiba a nós estarmos fora de circulação. É bem menos rico do que o cotidiano escolar e a incerteza da durabilidade alimenta esperanças e angústias, mas é o correto a ser feito. Fora desse recorte, preocupam as enormes perdas educacionais e suas consequências nas próximas décadas. A conta é alta. Alunos estão pagando hoje, a sociedade pagará amanhã. De todo modo, não cabe ao educador fugir ao posicionamento. ...