O retorno
Cento e trinta e três dias, mais de um terço do ano de 2020 está sob jugo do distanciamento social. Se houvera sido apenas poucos dias, não permaneceriam tantas dúvidas agora e muito luto seria evitado. No começo, o medo e a incerteza tomavam conta de maneira mais visível, agora pergunto-me a quantas anda a percepção de parcela dos brasileiros que, de início, estocava papel higiênico e agora frequenta bares e academias de ginástica. Há certa nuance a ser considerada, claro. De fato, a ordem do dia é ir retomando algumas atividades, com segurança, e perceber como reorganizar o pacto social sobre outras condições sanitárias, dado que a condução da crise no Brasil ficou entre as piores do planeta, resta avaliar o tamanho da desgraça e tentar evitar ao máximo que ela se agrave ainda mais, até que a vacina enfim seja alcançada e distribuída para todos. Oficialmente, São Paulo entrou em quarentena em 16 de março, àquela altura, jamais imaginei que ficaria tanto tempo imerso em uma...