Escola
Desde que retornei a São Paulo, cerca de dez dias atrás, uma única questão não sai da minha cabeça: por quanto tempo mais isso vai durar? Já estamos há quase quinhentos dias imersos em incertezas e negacionismo. É bem verdade que algumas pessoas retomaram suas vidas como se praticamente nada estivesse acontecendo, por dever de ofício ou puro egoísmo, como também é fato que uma parcela da população, ainda que ínfima, tomou a tal vacina. Mas não é possível que as pessoas considerem que esteja tudo bem. Sem nem ao menos mencionar a quantidade absurda e crescente de mortos por causa da pandemia, a ameaça de novas cepas ou ainda o surreal atraso de uma campanha consistente e continua de vacinação em massa, é impossível que ainda assim pessoas achem que a vida voltou ao normal e que já se pode viver como se não houvesse amanhã – do jeito que a coisa anda, talvez nem haja mesmo. Estive com uma pequena parte dos meus alunos nos últimos dias, e confesso que senti alegria, principalme...